A região montanhosa de Rocher de Naye, situada nos Alpes suíços, é um destino bastante procurado por atletas, alpinistas e turistas interessados em paisagens impressionantes e ar puro. A área oferece vistas panorâmicas do Lago Léman e das montanhas ao redor, tornando-se um local ideal para atividades ao ar livre. Além das belezas naturais, os visitantes podem vivenciar uma experiência de hospedagem incomum em acomodações inspiradas nas tradicionais cabanas circulares asiáticas, utilizadas há mais de 2.500 anos.
No início do século XX, existia na região um hotel muito conhecido chamado Hotel des Rochers, frequentado principalmente por visitantes ricos que se hospedavam nos luxuosos palácios da Riviera de Montreux. Localizado a cerca de 2.040 metros acima do nível do mar, o local sempre foi valorizado pela vista privilegiada sobre o lago e as montanhas. Com o passar do tempo, o antigo hotel foi fechado, mas a área voltou a ser aproveitada posteriormente para novas iniciativas turísticas.
Dentro da própria montanha existem túneis construídos pelo exército suíço, já que o ponto elevado oferece uma ampla visão estratégica da região. Do topo é possível observar praticamente todo o Lago Léman, que se estende entre a Suíça e a França. Cidades suíças como Genebra e Lausanne ficam ao longo da margem do lago, enquanto o lado oposto pertence ao território francês.
O acesso ao local é feito por meio de um trem especial que parte da cidade de Montreux. A ferrovia de montanha sobe até Rocher de Naye em um trajeto que dura aproximadamente 55 minutos. Os trens partem regularmente ao longo do dia, permitindo que visitantes cheguem ao topo da montanha com relativa facilidade, mesmo estando em uma área isolada.
Além da localização privilegiada, outro elemento que torna o destino especial são as acomodações em yurts. Essas estruturas são inspiradas nas tradicionais tendas da Mongólia e passaram a ganhar popularidade em vários países europeus como uma forma diferente de hospedagem. As yurts instaladas no local foram construídas em 2006, após a ideia de um diretor que conheceu esse tipo de habitação durante uma viagem à Mongólia.
Cada yurt possui espaço para até oito pessoas, com quatro camas e compartimentos de armazenamento. A estrutura é feita com materiais tradicionais, como pele, pelo de iaque e barro, o que garante bom isolamento térmico. Mesmo durante o inverno rigoroso da montanha, o interior permanece relativamente aquecido graças às características naturais da construção.
O interior das cabanas é decorado com madeira reciclada e diversos elementos ornamentais, criando um ambiente acolhedor e rústico. As temperaturas na região podem ser bastante baixas, chegando a cerca de menos 32 graus Celsius durante a noite no inverno, enquanto durante o dia podem permanecer em torno de menos 18 graus.
Apesar da localização remota e da altitude elevada, o complexo oferece boa infraestrutura para os visitantes. O hotel dispõe de dois restaurantes, um bar e uma área destinada a lanches. No café da manhã são servidas geleias caseiras com sabores típicos da região, e os hóspedes também têm acesso ao chamado Paraíso das Marmotas, um parque dedicado à observação desse animal. Além disso, há acesso gratuito à internet para os visitantes.
